To The Cave
13 Maio 2008
Sobre todos os dias inquietos, dias de calor infernal e de batucar em mesas e estantes. Dias iguais, diferentes, dias de céu azul, dias que só acontecem aqui, dias de quem não tem tempo pra pensar, dias pra achar desculpas, pra fazer pratos gelados de doce para após o jantar.
Sobre todos os dias que encontramos as desculpas mais absurdas apenas pra justificar nossa falta de vontade, nosso fraquejar. Sobre as músicas que ouvíamos e deixamos de ouvir, sobre a rádio que cansamos de sintonizar, sobre as pessoas que continuamos amar, sobre os passos que poderíamos ter dado e não demos. Sobre o fim de tudo, os princípios que existem desde que o mundo é mundo, sobre a camisa mal passada, sobre contar o que sonhei a noite pra ele, que sempre estará ali pra escutar.
Sobre banho de mar.
E também sobre os domingos de sol, comer fruta embaixo de árvore e sentir formiga beliscando a bunda, sobre feridas que cicatrizam, pois elas sempre cicatrizam. Sobre provas que tinham semblante de piores do mundo, sobre deitar no chão do quarto com a luz desligada e esperar o tempo passar. Sobre os perfumes característicos das épocas dele, sobre presentes que comprávamos quando o dinheiro era fácil, sobre beijos escondidos e amores platônicos que seriam pra vida toda até o próximo amor.
Sobre velhos amigos, sobre filmes que todos viram – menos você, sobre como pessoas significam mesmo através dos anos, sobre o primeiro fio de cabelo branco, sobre credibilidade e a possibilidade de esgotamento desta, sobre listas de supermercado, festas nos apês.
Sobre Brasil, London, Amsterdam, NY. Sobre o que está longe, o que está perto, o que desejamos, o que perdemos, o que nunca ganharemos, o que sonhamos, o que comemos, o que sangramos, o que acreditamos.
Sobre nós dois.
O futuro, o ontem. O que se passa e o que jamais irá acontecer. O que planejamos.
Sobre o que lembramos, sobre a vida e o que ainda viveremos nela. Sobre ele, o menino luno, da lua.
Que eu amo, e que jamais vai sair da minha vida.
ps: escrito por um amigo, para mim.
Entry Filed under: pensata. Etiquetas: amigo, amizade, ensaio, texto.
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1.
Amanda | 13 Maio 2008 at 1:29 pm
Ai , que fofo!!
Queria um amigo assim…
beijos
2.
Amanda | 13 Maio 2008 at 1:38 pm
obs: to esperando ansiosamente a parte dois do “Como João Aprendeu a ser Homem”.
;D